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Capítulo
18
Plantão Médico

Lucas fica paralisado com a notícia da gravidez de Clara.
<Lucas> Eu vou ser papai?
<Griselda> O quê? Vocês dois já andaram cruzando a ribanceira? Mas vocês se conhecem há
tão pouco tempo...
<Clara> Hihihi...
<Griselda> Olha, eu não acredito que a minha inocente netinha já descabelou a ratoeira. Isso só pode ser coisa do além...
<Lucas> É verdade. Outro dia eu vi uma luz grande e redonda no céu que vai ficando maior e depois menor
a cada mês.
<Griselda> Ah, é melhor levar a Clara pra ser exorcizada no Templo da Eternidade.
Jhacy entra na sala... 
<Jhacy> Bem, eu vi na televisão que alguns destes exames de gravidez estão falhados.
<Lucas> Chefinha, você estava escutando nossa conversa?
<Jhacy> Claro que sim. Agora que o escritório desabou não tenho mais nada pra fazer...
<Griselda> E que roupas são estas?
<Jhacy> Você não havia visto? É que só as pessoas inteligentes conseguem ver.
<Griselda> Poxa, esse tecido é mais lindo que as peles de esquilo que o Leôncio me dava.
<Lucas> Mas então é melhor consultar o doutor para tirar a dúvida.
<Griselda> Eu conheço um médico muito bom. Ele gosta de tango, mas é do convênio.
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Enquanto isso, Ana estranha a presença do filho no cartório...

<Ana> E o que você está fazendo aqui?
<Bruno> Eu vou explicar... Você iria acabar sabendo mesmo... Eu fiz a Jhacy assinar um papel passando a herança para mim. E vim homologar o papel.
<Ana> Mas você não estava apaixonado por ela?
<Bruno> Claro que não.
<Ana> Mas que coincidência... Eu mandei a gangue da Yara seqüestrar a Jhacy e também consegui a assinatura dela em um documento passando tudo para mim...
<Bruno> Mesmo?
<Ana> Com certeza... Família unida faz trambique unida.
<Bruno> Vou entregar o documento para o atendente. A herança vai voltar para os Steinberg. |
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No manicômio, Yara continua conversando com sua amiga pelo telefone...

<Yara> Tipo, eu tô fingindo que perdi a memória pro Bruno não me apagar.
<Mariazinha> Soh...
<Yara> Mas preciso da ajuda da gangue pra me arrancar deste cafofo. Só tem gente louca neste hospício!
<Mariazinha> Soh...
Yara explica que há uma porta travada pelo lado de fora e que a turma
precisa dar um jeito de abrir... |
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Bem longe dali, Griselda, Clara e Lucas chegam ao hospital...

<Geórgia> O que vocês querem aqui seu bando de desocupados?
<Griselda> A gente veio fazer um exame de gravidez.
<Geórgia> É pra múmia, pra retardada ou pro subalterno com cara de tarado?
<Griselda> É para minha netinha Clara.
<Geórgia> Essa ali com cara de santa? Este mundo está perdido! Sentem ali que quando eu ficar com vontade aviso o doutor.
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No cartório, Bruno e Ana aguardam ansiosamente...

<Funcionário> Este documento é inválido.
<Ana> O quê?
<Funcionário> Há uma cláusula na herança que proíbe a transferência do dinheiro. Qualquer documento com esta função acaba se tornando nulo.
<Bruno> Mas... Eu não havia visto nada disso nos papéis do testamento.
<Funcionário> Ah... São as famosas letras pequenas. Só as formigas conseguem ver sem uma lupa.
<Bruno> Que desgraçado...
<Ana> O Carlos Henrique conhecia a família muito bem. É claro que devia saber que faríamos qualquer coisa para ter o dinheiro de volta. Mas deve haver outra forma de conseguir a herança...
<Bruno> Eu acho que só casamento em comunhão de bens...
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No manicômio, Yara lembra que as pessoas podem sentir sua falta quando sair. Ela tem uma idéia e começa a gritar. Shideh se aproxima.

<Shideh> O que está acontecendo?
<Yara> Meu... Eu tô morrendo de medo. O Napoleão descobriu que veio das Índias e quer fazer um cozido comigo em uns ritual muito atucanado.
<Shideh> Nossa, que coisa mais estranha...
<Yara> Se eu sumir do manicômio foi o Napoleão que me digeriu.
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Enquanto isso, no hospital, Griselda, Clara e Lucas permanecem esperando na recepção. Lucas se cansa e vai dar uma voltinha. Griselda vai conversar com Geórgia...

<Griselda> Isso está demorando demais... Eu
sei que tenho meus direitos.
<Geórgia> Vai se catar!
<Griselda> Mas você é a recepcionista, deveria encaminhar as pessoas para o médico.
<Geórgia> Olha aqui seu museu ambulante... Eu não sou recepcionista. Eu sou uma enfermeira.
<Griselda> Mas...
<Geórgia> Você tem dificuldade para dormir?
<Griselda> Não...
<Geórgia> Então entregue este folheto para quem tem.
<Griselda> Mas...
<Geórgia> E volta pro seu lugar bem quietinha e lê esse outro folheto dos planos de milhagem do hospital. Quando aquela mosca pousar na ponta do seu nariz eu te mando pro doutor.
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Na casa dos Steinberg, Ana encontra James...

<James> Boa tarde senhora.
<Ana> James, o plano não deu certo. Tem umas letras pequenas no testamento que impedem a transferência do dinheiro para outra pessoa.
<James> Que ruim senhora.
<Ana> Mas mesmo assim vou tentar recompensar seus serviços.
<James> Que ótimo senhora.
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No manicômio, Yara entra discretamente na passagem secreta e encontra a porta aberta...

<Yara> Que turma do balaco baco que eu tenho. Mó astral!
<Mariazinha> Issa!
<Yara> Mas como vocês conseguiram bombar esta porta cabreira? Encontram o lance das chaves?
<Sandrinha> Soh...
<Yara> Arrombaram com o banco do fusca do tio do Zezinho?
<Mariazinha> Soh...
<Yara> Tiraram os parafusos das madeira?
<Zezinho> Soh...
<Yara> Pegaram emprestado o cabrito da avó da Sandrinha?
<Pedrinho > Issa!
<Yara> Altos louco! Sabia que minha turma era mó esperta...
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No hospital, finalmente a enfermeira Geórgia leva Griselda e Clara até o Dr.
Epaminhondas.

<Epaminhondas> Vocês já conhecem o plano de milhagem do hospital?
<Clara> Eu só conheço os milhos do sítio da vovó, hihihi...
<Epaminhondas> Cada vez que você utiliza os serviços do hospital você
ganha pontos. Com 5 pontos você ganha uma sutura completa.
<Griselda> Ah, que maravilha. É a realização do meu sonho... Agora examina a Clara.
<Epaminhondas> Espera aí... A Clara é irmã gêmea daquela outra garota, a
Yara?
<Griselda> Sim...
<Epaminhondas> Então elas devem ter a mesma idade...
<Griselda> Vou confiar no senhor, estou sem calculadora. Mas examina a Clara logo...
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Na casa dos Steinberg, Ana entra em seu quarto e encontra
Jhacy...

<Ana> O que você está fazendo aqui?
<Jhacy> Eu estou me mudando para este quarto...
<Ana> E eu estou vendo sua calcinha...
<Jhacy> Então deixa eu puxar minha saia para cima... Esta é minha roupa invisível, que só as pessoas inteligentes conseguem ver...
<Ana> O quê? Isso não existe sua tonta.
<Jhacy> Claro que existe. Você que não consegue ver minha roupa...
<Ana> E você, consegue ver a roupa?
<Jhacy> Sim... Eu sou limpinha e esperta.
<Ana> Como existe gente que não quer enxergar a verdade...
<Jhacy> Olha aqui, eu só deixo você morar nesta casa porque é a mãe do meu amado Bruno. Pode dormir na sala...
<Ana> O quê? Dormir na sala?
<Jhacy> Eu não terminei a frase. Pode dormir na sala enquanto a gente não compra sua casinha de cachorro.
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No hospital, o Dr. Epaminhondas finaliza o exame.

<Epaminhondas> Clara, quer um pirulito?
<Griselda> Como você ousa falar assim na frente da criança?
<Clara> Ai vovó... A televisão é muito pior...
<Griselda> E então, a Clara está grávida mesmo?
<Epaminhondas> Sim, ela está grávida de 3 meses.
<Griselda> Então é por isso que ela está com tanto desejo de iogurte de jaca.
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Enquanto isso, na frente do hospital, Bruno encontra Alexandre...

<Bruno> Pois é, o senhor marcou o encontro e eu estou aqui. Pode falar...
<Alexandre> Bem, eu não sei como dizer isso...
<Bruno> Você está apaixonado por mim?
<Alexandre> Não... Eu tenho fortes indícios de que eu sou seu verdadeiro pai.
<Bruno> O quê?
<Alexandre> Eu e a Ana tivemos um caso um pouco antes dela conhecer o Carlos Henrique. E ela faz questão absoluta de não revelar quem é seu pai. Ela sabe que eu ficaria muito bravo por ela não ter contado para mim naquela época...
<Bruno> Eu estou pasmo...
<Alexandre> Você quer fazer o exame de DNA para confirmar? |
No corredor do hospital, Lucas esbarra na enfermeira. Ela o ameaça com uma seringa...
<Geórgia> A sala de implante de cérebro é do outro lado.
Lucas se assusta e, sem querer, olha para uma das janelas de vidro. Ele vê uma pessoa deitada.

<Lucas> Dona Dóris? |
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E, na casa dos Steinberg, Ana leva um susto...

<Ana> Yara? O que você está fazendo aqui?
<Yara> Tipo assim... Eu fugi daquela droga de hospício. E agora tu vai saber toda a verdade...
<Ana> Como assim?
<Yara> Foi o Bruno que matou o papai. |
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