Capítulo 16
Amor Cruel

Lucas permanece paralisado, esperando a revelação de Hilde.

<Lucas> Dinda, quem é a minha mãe?
<Hilde> É uma antiga cantora de rádio que já faleceu: Dulce Castilho.
<Lucas> O quê? Mas hoje não é dia 1o. de abril.
<Hilde> É verdade. Eu confirmei tudo.

Lucas agradece e se despede da tia. Várias coisas passam em sua cabeça. Ele se lembra do encontro que teve com o coveiro...
 

Capítulo 7
<Coveiro> Pena que sofreu muito quando perdeu o amor de sua vida. Entregou-se a todos os males do mundo. Com certeza se ela tivesse viva iria querer se vingar deste homem que arruinou sua vida...

 

Lucas reconhece o ódio que Dulce tinha em relação a Carlos Henrique. Com certeza, ela não iria gostar do namoro dele com a filha do homem que destruiu sua vida. Lucas percebe que não pode ficar com Clara, em respeito a sua verdadeira mãe.

Enquanto isso, na casa dos Steinberg, Bruno continua enfrentando Ana...

<Ana> O Carlos Henrique é o seu pai, eu já te disse...
<Bruno> Eu não posso acreditar nisso, já te falei que ouvi a briga entre vocês.
<Ana> Mas a gente disse isso de besteira.
<Bruno> Como vocês seriam capazes de citar uma coisa dessas? Não faz sentido. Eu não acredito na senhora!

Ana se irrita com Bruno. Ela dá um tapa no filho. Os dois se entreolham por alguns longos instantes. Ana se arrepende da agressão.

<Ana> Desculpa meu filho. Mas é muita pressão para mim. Eu só posso dizer uma coisa: eu tenho meus motivos.
<Bruno> Então o Carlos Henrique não é meu pai?
<Ana> E qual o significado de "pai"? É aquele que te cria, que te alimenta, que acompanha seu crescimento. E o Carlos Henrique desempenhou muito bem este papel.
<Bruno> Mas...
<Ana> Bruno, você não é nenhuma criança mimada. Eu não quero mais comentar este assunto.

Na pracinha, a gangue acompanha Jhacy ao seu destino.

<Jhacy> Eu estou com medo, por favor não me matem!
<Mariazinha> Ah, tipo assim... Esses fuá é só um seqüestro. Ali é o nosso clubinho e o seu cativeiro.
<Sandrinha> Soh...
<Jhacy> Mesmo? Eu nunca fui seqüestrada, que emoção. Isso é coisa de gente rica.
<Mariazinha> Mas tu precisa fazer os juramento antes de entrar no clubinho. Jura que não vai zuar com a gente e não vai contar pra nenhum bocó sobre o clubinho?
<Pedrinho> Soh...
<Jhacy> Certo, eu juro.
<Mariazinha> Um dia um gambá entrou lá dentro e bagunçou tudo. Se a gente descobre o mongol que contou do clubinho pro gambá, a gente corta 0,5 cm dos cabelo dele, gruda um chiclete nos nariz e passa batom nas bochecha deste oreba.

No manicômio, Yara veste a roupa preta que Bruno havia trazido e sai de seu cubículo. Ela acaba fazendo amizade com outros internos...

<Napoleão> Você não sabe seu nome mesmo?
<Yara> Ah meu, eu não lembro desse erê.
<Cleópatra> Você poderia se chamar Elisabeth III.
<Yara> Altos maneiro! Acho que nunca tive uns apelido que pudesse dizer em público.
<Cleópatra> Sabe, ontem eu achei uma bola enorme de cabelo embaixo da minha cama. Foi como pegar minha própria cabeça...
<Napoleão> Deve ter sido um dos malditos romanos otomanos. Elisabeth III, se você ver algum por aí, avisa a gente.

Na casa dos Steinberg, Clara assiste televisão quando toca o telefone. A garota vai correndo atender...

<Clara> Alô?
<Lucas> Olá Clara. Nós não podemos mais ficar juntos...
<Clara> Quem é?
<Lucas> É o Lucas...
<Clara> Da onde?
<Lucas> Do escritório de advocacia e correio do amor "Jhacy e Associados".
<Clara> Mas como assim a gente não pode ficar juntinho?
<Lucas> Eu descobri que minha mãe é a Dulce Castilho. Ela não iria gostar...

Clara começa a chorar...

<Clara> Isso não é legal. As pessoas que vão pro céu não voltam mais.
<Lucas> Mas seria uma forma de respeito a memória dela.
<Clara> Ui, mas a Dulce deve estar com os anjinhos. Nem se lembra mais de você...
<Lucas> É verdade, talvez ela tenha perdido a memória.

Lucas repensa melhor e aceita a idéia de Clara. A garota pára de chorar. Eles se gostam demais para se separar.

No outro lado da cidade, a gangue conversa com Jhacy no clubinho, uma antiga adega de vinhos.

<Jhacy> Eu já limpei todas as garrafas. Credo, tinha líquido com mais de 10 anos.
<Sandrinha> Soh...
<Jhacy> E eu tenho uma pergunta. O que a seqüestrada deve fazer?
<Zezinho> Soh...
<Mariazinha> Ah, sei lá... Relaxa magricela... A gente até deveria te torturar, mas o Zezinho esqueceu os rolo de macarrão no cafofo da avó dele.
<Pedrinho> Soh...
<Mariazinha> Aliás, Jhacy, você é bonita. Pode pentear meu cabelo?

Na casa dos Steinberg, Clara encontra Ana na cozinha...

<Clara> Eu estou com um desejo de comer iogurte de jaca.
<Ana> Outra vez? Ah, que bom que eu não vendi a geladeira.
<Clara> Mamãe, sabe, o Lucas ligou e disse que a Dulce Castilho é a mãe dele e disse que queria se separar, mas eu convenci ele a não se separar de mim!
<Ana> Essas coisas de amor são complicadas mesmo. Devemos sempre tentar entender a outra pessoa.
<Clara> Mas se o Lucas se separar de mim eu morro.
<Ana> Filha, não pensa assim. Tem coisas que não duram para sempre...

No manicômio, Yara continua trocando idéias com seus novos amigos...

<Napoleão> Elisabeth III, meus sapatos estão nos pés certos?
<Yara> Não...
<Napoleão> Então é por isso que estão doendo...
<Yara> A única porta que tem pra sair desse muquifo é aquela perto das sala de entrada?
<Cleópatra> Não, também existe uma passagem secreta.
<Yara> E por que nunca tentaram sair antes?
<Napoleão> O mundo lá fora é ruim, Elisabeth III...
<Cleópatra> E os romanos otomanos destruíram nossos impérios...
<Yara> Ah, eu tenho curiosidade em saber como é os lance lá fora.

No escritório de advocacia "Jhacy, a Indomável & Associados", Lucas assiste televisão e percebe que as ações de café despencaram mais ainda. Despenca mais um pedaço da parede também. Uma enorme rachadura vai se formando. Lucas a segue na parede até a sala de recepção. O telefone toca.

<Lucas> Oi dinda.
<Hilde> Olá Lucas. Eu descobri mais informações sobre sua família verdadeira. Agora eu sei quem é o seu pai.
<Lucas> Ah?
<Hilde> É um homem chamado Carlos Henrique Steinberg.
<Lucas> O quê??? Então... Então eu e a Clara somos irmãos???

Na praça, James tem uma misteriosa conversa no telefone...

<James> Eu acho que estou no lugar certo... (...) Sim, está tudo ocorrendo muito bem, agente Asas...

James se despede e desliga o telefone. Ele caminha até a porta da adega.

<Mariazinha> E aí, trouxe os envelope?
<James> Sim senhora.
<Pedrinho> Soh...
<James> Mais tarde vocês serão recompensados pelo serviço.
<Pedrinho> Issa!

No manicômio, Cleópatra e Napoleão percorrem os longos corredores com Yara. Eles encontram um buraco na parede e passam por um corredor paralelo. Alguns passos a frente, os três se deparam com uma porta.

<Cleópatra> Lá fora é o mundo...

No mesmo momento, Bruno chega no edifício do escritório com os papéis para Jhacy assinar. Ele tem a idéia fixa de que Jhacy ainda está no escritório. Bruno também se lembra de que precisa acabar com as evidências do local onde atirou em Dóris. Ele dá mais alguns passos e pára na calçada. Bruno olha para cima e vê um pedaço da parede caindo. Outro pedaço cai. Uma grande rachadura se forma. O prédio começa a desabar por completo.

Bruno se assusta e recua. Ele não acredita no que está acontecendo...

Na casa dos Steinberg, Clara assiste televisão. A vovó Griselda chega.

<Clara> Oi vovó!
<Griselda> Você conversa durante o intervalo comercial? Mas não é justo com os patrocinadores!

Inesperadamente, entra no ar um boletim de notícias. A imagem mostra o prédio que acabou de desabar. Clara olha firmemente a imagem e começa a chorar...

<Clara> Vó... O Lucas... O Lucas está lá dentro...

Enquanto isso, na adega, Mariazinha entrega o papel para Jhacy.

<Mariazinha> Tipo, é pra tu assinar esses lances...

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