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Capítulo
13
Ameaça Anônima

Bruno continua mirando sua arma na garota, com as mãos tremendo. Ele começa a ouvir a conversa entre os dois...
<Clara> Lucas, eu te adoro, hihihi...
<Lucas> Que bom que tudo deu certo. Olha só, eu queria te dar este anel.
<Clara> Que bonitinho! Onde você comprou?
<Lucas> Eu achei no chão.
Clara dá um beijo em Lucas. Ela olha para o lado e percebe a presença do irmão. Bruno esconde discretamente a
arma. Clara sorri e vai até ele.

<Clara> Oi Bruno! Compra bala de iogurte pra mim?
<Bruno> Clara? O que você está fazendo com a roupa da Yara?
<Lucas> Pois é, eu percebi que foi a Yara que matou o Carlos Henrique e colocou a culpa na Clara.
<Clara> O Lucas, muito esperto, foi lá no manicômio e trocou nós duas. Mas ela ficou sozinha, coitada... E aquele lugar é cheio de loucos e criminosos...
<Lucas> É verdade... Ela pode machucar algum deles...
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No manicômio, Shideh procura melhor pelo cubículo e encontra a garota...

<Shideh> Ah... Você está aí! Mas que sono pesado, nem o Napoleão dorme tanto assim, ha, ha, ha... E abotoe sua blusa, os homens gostam de mistério.
Shideh puxa Yara e a coloca deitada no banco, sem desconfiar da troca das garotas. |
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Enquanto isso, no escritório de advocacia "Jhacy, a Indomável & Associados", Dóris olha atentamente o conteúdo do envelope vermelho que encontrou na bolsa de Jhacy. São duas carteiras de identidade com a foto de Jhacy, mas com nomes diferentes. Dóris fica muito surpresa. Ela percebe que Jachy está se aproximando e rapidamente guarda o envelope no seu casaco...

<Jhacy> Encontrou as pilhas?
<Dóris> Sim, sim chefinha...
<Jhacy> Que cara é essa?
<Dóris> É que eu... eu... esqueci de molhar hoje minhas samambaias lá em casa. Elas são fortes, sadias, verdes e felizes. Eu rego elas todo dia com café...
<Jhacy> Com ou sem adoçante? |
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E o grande evento que envolve a cidade está tomando forma. A hípica começa a reunir os cidadãos de maior prestígio, além de muitos apostadores. Griselda e Gregório chegam ao local.
Um fato perturba Gregório...

<Griselda> Não fica assim...
<Gregório> Mas o gerente do estacionamento teve um comportamento estapafúrdio...
<Griselda> Ele não deve estar acostumado a ouvir reclamações. E você não aceitou as desculpas dele.
<Gregório> Mas o que aquele manobrista fez foi degradante.
<Griselda> Todo mundo solta gases de vez em quando.
<Gregório> O automóvel ficou com aquele obstante odor de repolho.
<Griselda> Tá certo... O manobrista peidou no carro e isso é errado. Mas até o final da corrida o cheiro já foi pra outro carro.
<Gregório> É verdade...
Griselda percebe que Gregório ficou mais aliviado. Eles encontram um lugar perto da pista
de corrida e se acomodam.

<Griselda> Eu vou comprar um bilhete.
<Gregório> Em qual eqüino a senhora irá apostar?
<Griselda> No Pangaré Alado.
<Gregório> Pangaré Alado? Mas ele sempre chega em segundo lugar. O Ferradura de Ouro é que vence sempre.
<Griselda> Eu sei, mas eu quero tentar. Já volto...
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Bem longe dali, Lucas chega ao escritório. Ele cumprimenta Dóris e vai conversar com
Jhacy.

<Lucas> Olá chefinha...
<Jhacy> E então, pegou a caixa de papéis que o Bruno pediu?
<Lucas> Eu sabia que havia esquecido alguma coisa... Mas se ele quiser mesmo é melhor pedir outra vez.
<Jhacy> Ah, eu estou fazendo uma limpeza aqui no escritório.
<Lucas> Por quê?
<Jhacy> Para dar lucro aos fabricantes de produtos de limpeza.
<Lucas> Mas o reboco da parede cai todo dia. Onde aparece um buraco maior a gente coloca um quadro pra disfarçar...
<Jhacy> Eu limpei seu aquário também.
<Lucas> Mas eu gostava da cor marrom da água...
<Jhacy> Joguei tudo no vaso sanitário.
<Lucas> E o meu peixe Odete Roitman?
<Jhacy> Era pra tirar o peixe antes de limpar?
Lucas arregala os olhos. Ele fica desesperado e corre até o banheiro para ver se o peixe ainda está nadando no vaso. Mas alguém já havia dado a descarga. Lucas fica aflito, sem saber o que fazer. Ele encontra uma bóia inflável na gaveta proibida e joga no vaso, com a esperança de que o peixe possa se salvar.
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Na casa dos Steinberg, o silêncio é interrompido por Clara. Ela sobe rapidamente as escadas e troca de roupa. Em seguida, ela vai até a sala e encontra Ana. As duas se abraçam.

<Clara> Oi mamãe.
<Ana> Meu tesouro, estava com saudades. Eu ia viajar, mas decidi ficar com você, meu anjinho.
<Clara> Sabe, não fui eu que matei o papai. E o Lucas me tirou do manicômio.
<Ana> Não precisa explicar filha, meu coração me disse que não havia sido você. É claro que foi a Yara. Você me perdoa por ter feito esta confusão?
<Clara> Só depois que eu pegar o dicionário e descobrir o que é essa coisa de perdoar...
<Ana> Minha filhinha está crescendo, já sabe o que é um dicionário.
<Clara> Foi o Lucas que me disse, hihihi...
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Na hípica, Griselda encontra James...

<Griselda> Olá James.
<James> O que a senhora está fazendo aqui?
<Griselda> Ah, eu conheci o diretor gatinho do manicômio e ele me trouxe. Quem é aquela mulher
de cabelo ruivo que você está olhando?
<James> Quem é esse diretor?
<Griselda> Eu perguntei antes...
<James> Bem, é...
<Griselda> Ah, já sei... Ela é sua paquera, seu safadinho...
James fica vermelho. Griselda percebe que a fila dos bilhetes está grande e se despede do mordomo.
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Enquanto isso, Bruno permanece no bar pensando. Ele tenta encaixar as peças, mas não consegue solucionar o enigma. Quem poderia ter tentado matá-lo?

Bruno decide telefonar para o escritório
pra saber se Jhacy já fez alguma besteira. Ele pega o celular no bolso e percebe que há uma mensagem...
Eu sei que você ainda está vivo.
Bruno fica assustado e repara que não conhece o número
de celular da mensagem enviada. Ele telefona para o número, tremendo, mas surge aquela gravação afirmando que o celular está desligado. Tudo se mistura em sua cabeça... Ele lembra que Yara não morreu. E só
há uma forma de sair deste buraco: eliminar todas as ameaças. Começando por Yara. Bruno decide ir fazer uma "visitinha" para ela.
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No escritório, Lucas percebe que o prédio está sem água.

<Lucas> Depois que eu dei a descarga no banheiro a água acabou.
<Dóris> O quê? Mas café precisa de água!
<Lucas> Isso sem falar na porta principal do prédio que emperrou. E no elevador que enguiçou.
<Jhacy> Mas como a gente vai fazer nossos serviços de Correio do Amor se acontecem essas coisas?
<Dóris> Ai, que medo. Me deu vontade de assistir Quarto do Pânico outra vez...
<Lucas> Calma, pelo menos os cupins ainda não atacaram os relatórios desse mês.
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Na casa dos Steinberg, Ana conversa com Clara na cozinha...

<Ana> Pois é, minha filha... As coisas agora ficaram difíceis para a gente. Precisamos ganhar dinheiro.
<Clara> Por que não faz uma aposta na corrida dos cavalinhos?
<Ana> Eu não acredito nessas coisas. Algo pode dar errado e a gente pode perder tudo.
<Clara> E se abrir uma empresa...
<Ana> Empresa de quê? Já existe de tudo...
<Clara> Tá tão na moda ficar personalizando as coisas... E se a mamãe vender túmulos personalizados, com o nome da pessoa que foi pro céu?
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Enquanto isso, na hípica, James fica parado no balcão de lanchinhos observando o ambiente. O segurança se aproxima e pede uma laranjinha light. James pede ao atendente a mesma bebida.

Eles são servidos. James pega discretamente um pacote com um pó do seu bolso e coloca em seu copo. Em seguida, percebe que o segurança está distraído e troca os dois copos. James disfarça... O segurança pega o copo, normalmente, e bebe cada gole do líquido. James sorri discretamente e olha o nome do segurança no crachá: Mota.
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No escritório, Dóris percebe que Jachy está distraída e chama Lucas até a sala da gaveta proibida. Ela tira o envelope vermelho do seu casaco e mostra para Lucas.

<Dóris> Eu encontrei dois documentos na bolsa da Jhacy, olha só... Por que ela tem duas carteiras de identidade com nomes diferentes?
<Lucas> Mas ela não havia trocado o nome de Jaci para Jhacy?
<Dóris> Ela acabou de trocar, não teria dado tempo para mudar os documentos...
<Lucas> Então ela é uma farsante?
De repente, Jhacy entra na sala. Ela vê Dóris segurando os documentos.
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Na hípica, James se aproxima da mulher que cuida do sistema de som.

<James> Olá... A senhora pode fazer um favor? Chama o segurança Mota na sala reservada número 3...
<Mulher> Seria por motivos pessoais ou motivos profissionais?
<James> Bem... É que... Bem... Uma senhora está passando mal naquela sala.
<Mulher> Então não seria melhor chamar um médico?
<James> Não, quer dizer, bem... A senhora está passando mal de susto porque foi assaltada. Ah, chama logo o segurança Mota.
<Mulher> Tudo bem...
Ela passa o recado pelo sistema de som. James sobe as escadas e caminha rapidamente até a sala. Ele entra e repara que não há ninguém. Em seguida, o segurança Mota aparece.

James olha para seu relógio,
confere o tempo e faz uma contagem regressiva: 3, 2, 1... O segurança desaba no chão. |
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No outro lado da cidade, Bruno chega ao manicômio com uma
pequena sacola.

<Bruno> Eu gostaria de visitar a interna Yara, quer dizer, a Clara.
<Shideh> Mas já passou do horário de visitas.
<Bruno> Eu sei, mas eu trouxe roupas pretas para ela. Sabe, preto suja bem menos...
<Shideh> Então tudo bem, mas só dessa vez...
Ela encaminha Bruno até o cubículo onde está a garota. Ele leva escondido sua arma no bolso.
Shideh deixa os dois a sós...

Bruno repara que Yara está deitada, com os olhos fechados. Ele a cutuca, tentando despertá-la. Após algumas tentativas, Yara se movimenta. Ela põe a mão na cabeça. Em seguida abre os olhos lentamente e olha para Bruno. |
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