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Capítulo
10 (Parte 1)
James
procura o testamento mais uma vez no cofre. |
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Na cozinha, Ana e Alexandre
percebem a presença de Yara.
<Yara> Pô...
Dona Ana e seu Alexandre juntos... Tô ligada... Vocês dois sempre
enganando a galera... |
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Enquanto isso, na
biblioteca... <Dóris> O que é este envelope em cima da mesa? Dóris abre o envelope e encontra uns papéis. Bruno confere as folhas.
<Bruno>
É o testamento... Estava o tempo todo ali. |
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Chegando lá, Bruno começa a ler em voz alta cada frase, cada palavra e cada vírgula do testamento. A tensão vai crescendo nas pessoas ao seu redor. Em pouco tempo o destino de toda uma família iria ser decretado.
<Bruno>
"E em plenas condições de saúde deixo todos os meus bens para Jaci
Jericó". |
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Quando eu
fui limpar a biblioteca, após o enterro do senhor Carlos Henrique,
encontrei um bilhete amarelo. Eu acabei
disfarçando quando a Clara perguntou sobre o papel. Ela é muito jovem
para estes assuntos. No bilhete estava escrito: "Amor, me encontre às
14:00 horas no Parque Central da cidade. Jaci". Era totalmente
evidente que o senhor Carlos Henrique tinha um caso fora do casamento.
Acabei
conversando com a senhora Griselda sobre isso. E nós concluímos que a
amante ou o amante dele só poderia ser a sósia da Dulce Castilho que a
Ana encontrou no Templo da Eternidade.
O senhor Carlos Henrique teria ele ou ela como amante simplesmente porque é parecida com seu grande amor do passado: Dulce Castilho. |
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A Criada entra na sala.
<Criada>
Bom raciocínio James... Mas na verdade essa mulher ou homem aí não
tinha um caso com o Carlos Henrique. A amante dele era eu! |
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Vocês sempre acharam que
eu era um ser insignificante, uma pessoa invisível na casa. Todos sempre
me tratavam mal ou com indiferença. Exceto o Carlos Henrique... Ele me
olhava de um jeito louco... Um dia não pudemos evitar e aconteceu...
Primeiro foi na cama do quarto dele, depois foi no tapete de oncinha da
mocréia... Acho que ninguém nunca desconfiou! Até quando o James me deu
a notícia da morte dele eu disfarcei muito bem...
Então o amor do meu Carlos era tão grande que ele acabou fazendo este testamento só por precaução, deixando tudo para mim... |
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Todos olham para a Criada
desconfiados.
<James>
Então o seu nome é Jaci Jericó. |
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No dia em que morreu o
Carlos Henrique eu cheguei em casa com minhas compras do shopping...
Ah... Agora percebi. Então isso tudo que aconteceu foi um mero acidente. Ninguém queria me matar. Até mesmo naquele momento a própria criada ficou muito aflita para me ajudar porque já tinha ficado trancada lá e sabia como isso era ruim. Então não foi a criada que matou o Carlos Henrique porque ela estava em outro lugar na hora do crime... |
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A Criada fica aliviada sem o
peso de ser acusada... <Ana> Mas o pior de tudo é que todos os bens da família vão para a criada. <Bruno> Mas não tem nenhuma propriedade ou conta de banco em seu nome? <Ana> Não. Nos primeiros anos do meu casamento eu transferi tudo para seu pai. Eu odiava cuidar destes assuntos burocráticos. <Yara> É fogo na bomba! Então nossa família está na miséria? Isso é demais para minha inteligência. Vou cair fora... |
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Enquanto, no andar superior da
casa, Griselda e Clara conversam...
<Clara>
Vó, que bom que a gente veio pro meu quarto, eu acho que as baratas do
seu quarto são muito feias... |
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Na sala, todos ainda ficam em
dúvida sobre a verdadeira identidade do assassino de Carlos Henrique.
<Dóris> Eu preciso dizer algo importante... Eu sei quem matou o fofinho, quer dizer, o Carlos Henrique. Foi o seu Alexandre! |
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O Carlos e o Alexandre
sempre brigavam muito no escritório. O Alexandre acusava o Carlos
Henrique de ser incompetente e de estar afundando os negócios. E o Carlos
acusava o Alexandre de desviar dinheiro. Eu sempre ouvia tudo, mas nunca
comentei com ninguém porque sou uma profissional. Eu tive a certeza de
que o assassino é o Alexandre quando ele me pediu uma coisa...
O Alexandre passou esta tarde fora do escritório. Por que ele me pediria isso? Foi ele que matou o Carlos Henrique. |
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Todos se entreolham surpresos
novamente. Ana decide falar.
<Ana>
Bem, acho que não podemos mais esconder Alexandre... Preciso te
defender... |
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No outro canto da sala,
Alexandre se aproxima de Dona Dóris.
<Alexandre>
Você está demitida!
James põe
a mão no coração dela. |
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Um dia antes da morte do
Carlos Henrique, a senhora Griselda veio me procurar. Ela revelou que era
viciada em alguns tipos de remédios. O estoque que ela tinha roubado de
uma farmácia e escondia há tempos embaixo da cama havia acabado. Ela
queria que eu arrumasse uma receita médica falsa para conseguir comprar
mais remédios para ela.
Uma amiga minha é
secretária de um médico e acabei conseguindo falsificar uma receita com
papel timbrado e o carimbo do médico. Então só faltava comprar a
primeira remessa que eu iria entregar para a senhora Griselda.
Fui à farmácia, sem levantar muitas suspeitas. Logo depois passei no Templo da Eternidade para falar com a senhora Griselda.
Então entreguei o pacote com os remédios. Ela desconfiava de todos, pensava que as pessoas poderiam descobrir isso. A Clara também era muito próxima da avó, a senhora Griselda tinha muito medo mesmo. Bem, mas então ela deve ter tomado todos os remédios de uma vez e acabou falecendo. |
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Todos ficam mais uma vez surpresos com estas revelações.
<Bruno>
Mas por que a vó tinha vergonha dos remédios? Qualquer velho toma remédio...
<Griselda>
Pensavam que eu estava morta? Ainda irei viver muito! |
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Encontro Final by AnjoMau





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4
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