Pois é... Agora sim a estória está completa. Na primeira fase foram 55 páginas de texto e mais ou menos 150 imagens na parte de Capítulos. A segunda fase rendeu 61 páginas de texto e em torno de 160 imagens. Vou comentar aqui algumas das principais idéias que rondaram o processo de fabricação do Encontro Final.
 
 
Linguagem
Eu misturei "linguagens" de vários meios para conseguir dar o tom certo para a narrativa. Tudo foi separado em "cenas" bem definidas, lembrando um programa de televisão. O ritmo dos diálogos é ágil, como em um seriado. Os fatos também acontecem simultaneamente, com o entrelaçamento das cenas. Por exemplo, enquanto Bruno entra no manicômio, está acontecendo alguma coisa com o James na hípica e Dóris conversa com Lucas no escritório. Dessa forma, os acontecimentos são subdividos em vários núcleos. Na frente da "fala" de cada personagem também aparece seu nome, como nos bate-papos da internet. E o texto corrido unido às imagens lembra uma daquelas antigas revistas de fotonovelas.

 
Personagens

Desde o início eu me preocupei muito em diferenciar cada um dos personagens. Com isso, cada um deles acabou adotando uma mania ou uma forma diferente de se expressar. A Yara usa muitas gírias, o Gregório tem uma linguagem mais difícil, o James é mais contido e a Clara tem um vocabulário mais infantil. Mas alguns deles acabaram evoluindo durante a trama. A Griselda ficou mais assanhada, o Bruno passou por uma pressão muito forte e a Jhacy se tornou uma emergente atrapalhada.

  
  
Narrativa
Apesar dos fatos fluírem bem em cada capítulo, tudo começou com um esquema de acontecimentos que foi estruturado. No início da primeira fase eu já sabia como seria o final do Capítulo 10. E no início da segunda fase eu também já sabia como iria ser a última cena do Capítulo 20. Em cima disso todos os outros capítulos foram planejados e construídos, envolvendo as pistas ocultas.
 
 
Pistas Falsas
Mais uma vez eu coloquei várias pistas falsas na estória, hehehe... Uma delas foi no Capítulo 12, onde Griselda narra os fatos da morte de Gregório. Eu propositalmente quis passar a idéia de que talvez o Leôncio estivesse vivo. O enigma de quem seria o agente Asas também rendeu pistas falsas, como o diálogo em que a Dóris comenta que gosta de voar. O plano de sabotagem do cavalo realizado por James também teve pista falsa. Ficou parecendo que ele havia feito isso para a Griselda vencer com o Pangaré Alado.

   
Novos Cenários
Todos os cenários foram construídos em duas vizinhanças do The Sims. Eu fiz clones de vários personagens em cada terreno para conseguir controlar melhor. E mais ou menos em cada capítulo aparece um novo cenário. Isso foi intencional, para deixar a trama mais dinâmica. E cada um dos lugares recebeu um estilo de decoração bem definido. Desde o aeroporto retrô, passando pelo barzinho típico até a clássica hípica e o simples hospital.
  

Os fatos da trama foram intencionalmente estourando aos poucos. Toda a relação entre Lucas e Clara foi um processo de reação em cadeia, desde a hora em que Lucas tirou Clara do manicômio até a gravidez de Clara.

Um dos pontos que eu considero de maior tensão ao longo da segunda fase foi o momento em que Bruno encontra Dóris no estacionamento. Pensei muito, muito mesmo nesta cena. E acabei unindo os fatos à corrida de cavalos, com o estouro dos fogos de artifício.

O desabamento do prédio foi uma espécie de tática de roteiro. O escritório de advocacia iria perder sua função no final da trama. E o corpo da Dóris estaria supostamente no fosso do estacionamento. O que eu fiz? Fiz aquilo desabar por completo, hehehe...

Esta segunda fase surgiu com idéias que tive logo após escrever o capítulo 10. Então eu guardei todos os objetos da primeira fase, que foi montada no final de 2001, para utilizar na segunda fase em 2003. Mas acabei não salvando meus skins. Meu... Revirei tudo que era site de The Sims e consegui pegar quase todos. Só não encontrei o skin original da Dona Dóris. Tive que montar uma cópia mais parecida o possível...
  

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